Pilates, o aliado do salto alto

Quem me conhece sabe que estou sempre de salto alto. Eu adoro e não vivo sem. Mas uma coisa curiosa me chamou a atenção essa semana. Uma leitora me escreveu, dizendo que sempre que usava salto sentia muitas dores na panturrilha e nas costas.

Intrigada, fui pesquisar e conversar com alguns especialistas e descobri que além do problema do salto poder trazer consequências deselegantes (por alterar a maneira de andar), ele pode causar danos em diversas partes do corpo. 

Por mais que toda mulher adore um salto, não são todas que dominam essa prática. E mesmo as que dominam muitas vezes acabam com algum desconforto que a longo prazo pode trazer problemas. Algumas deixam os ombros pra trás e a cabeça pra frente, ficando completamente tortas… Isso, além de ser feio muda a angulação da coluna, o que também prejudica o pescoço, a lombar e aumenta as chances de alteração postural. 

Mas estamos tão acostumadas a usar salto que pensar que ele pode nos trazer um problema até parece mentira né? Mas é verdade! O uso se reflete na pisada, no joelho, na tíbia, no quadril e claro, na coluna vertebral. Vi estudos que afirmam até que o uso contínuo faz com que o grupo muscular tríceps sural (que fica na panturrilha) acabe encurtando, desalinhando totalmente a postura.

Os primeiros sintomas de alguma alteração ou problema são dores no calcanhar, nas pernas e na coluna lombar. Mas o que fazer? Deixar de usar salto??? Nãããão!! Isso seria impossível!

Por isso trouxe esse post para vocês… Para explicar que a solução é muito menos dolorosa do que abandonar os saltos. Conversei com a professora Renata Stigliani, do Estúdio Nanô Pilates, e ela me disse que o ideal para evitar essas situações é alongar e fortalecer a panturrilha.

Montamos uma série de 10 minutinhos. Super rápida e eficiente! Dá pra acompanhar com o passo a passo de fotos dá uma olhada!

1-   Foot Work – 10 repetições de cada

No aparelho: sequência na barra do Cadillac
No solo: adaptação com faixa elástica 

A – Tendal Stretch: com as pontas dos pés apoiadas na barra, fazer o movimento de ponta em direção ao teto, alternado com o calcanhar. 

a

Ou adaptação com faixa elástica.

A-adaptacao

B – Extensão e Flexão – manter o quadril sempre apoiado no solo, estender e flexionar os joelhos o máximo que conseguir. Ou adaptação com faixa elástica.

b

C – Com o calcanhar dos pés apoiados na barra, fazer o mesmo movimento de ponta em direção ao teto, alternado com o calcanhar. 

c

Ou adaptação com faixa elástica.

 c-adapt

 2 – Running – 20 repetições (sendo 10 de cada perna)

Deitada, pés paralelos na barra, alternar os calcanhares em movimentos dinâmicos de sobe e desce.

No aparelho: Reformer

 2

Adaptação: desnível similar a um degrau

 2 adapt

 3 – Front

Apoiar o pé em posição flex (calcanhar projetado para frente) numa superfície na altura do quadril ou abaixo, descer o tronco o máximo que conseguir, sem desalinhar o quadril e arredondando a coluna em “c”.

No aparelho: Barril

3

Adaptação: desnível que pode ir de um degrau a uma cadeira, dependendo do alongamento da pessoa.

 3 adap

Segurar a posição de 30seg a 1min em cada perna.

Gostaram? Bora incluir a rotina de exercícios para liberar a tensão do salto.

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