O desperdício do potencial mercadológico, científico e social no Brasil

Recentemente escrevi um artigo para a Exame sobre uma empreendedora em ascensão na produção científica nacional. Sua história e produto me fizeram vir aqui para compartilhar um pouco sobre como a Ciência no Brasil tem grandes desafios a serem vencidos e o enorme potencial que ainda precisa ser explorado.

É possível ser cientista empreendedor?

Sim! Jackeline Alecrim é uma cientista e empreendedora que eu tive o prazer de conhecer. Ela foi pioneira no mundo ao desenvolver um estudo que originou uma patente do uso de fitoativos provenientes de um extrato biotecnológico de café, com eficácia clinicamente comprovada, contra alopecias e queda capilar.

Em 2017, a formulação desenvolvida pela cientista ganhou um índice único da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) do Brasil, 100% de eficácia para queda de cabelos, e a pesquisadora iniciou a comercialização do produto elaborado a partir da biotecnologia patenteada, fundando a MagicScience Brasil, que ganhou repercussão no Brasil e no exterior.

Isso é motivo de muito orgulho para a ciência e para o Brasil, mas me faz refletir:

Quantas milhares de inovações na Ciência estão estagnadas? 

Esse é um grande potencial mercadológico, científico e social desperdiçado. Imaginem comigo quantas dores do mercado poderiam ser sanadas se a Ciência fosse mais ativa no empreendedorismo? A Jackeline Alecrim é um exemplo de que é possível fazer!

Sou especialista e profunda conhecedora da inovação. E uma das dúvidas que mais recebo é: como é possível inovar no meu negócio? Sinceramente, voltar o olhar para os feitos científicos pode ser um caminho incrível para oferecer soluções únicas, nunca pensadas no mercado.

Há um grande mercado a ser explorado, que precisa de atenção, investimento e mindset empreendedor, para fazer a Ciência virar negócio.

Mas por que o investimento na Ciência ainda está tão apagado?

Talvez, muitos ainda vejam a Ciência apenas como algo a ser demandado e não como uma fonte de inovação. Isso realmente afasta o investidor do negócio, mas as possibilidades que as pesquisas podem proporcionar são muito maiores.

Identificada essa dor, chegou a hora de mudar a visão. Passar a ver o mercado de maneira diferente e a mergulhar nesse mar de oportunidades. Esse é um típico insight de um empreendedor tubarão voador. Você já conhece sobre ele? Tenho um artigo só sobre isso. Confira e entenda como é possível desenvolver esse olhar.

Aproximar a ciência do mercado, no sentido de tangibilizar os feitos científicos e transformá-los em produtos e serviços, é o futuro da inovação. Você investiria em um negócio oriundo da Ciência?

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